BLOQUEIO DE BENS. ARARATH.

MAIS UMA ÓTIMA NOTÍCIA.

BLOQUEIO DE BENS DE POLÍTICOS.

O TCE APROVAVA CONTA DAS PREFEITURAS

TAMBÉM POR MEIO DE OMISSÃO OU CORRUPÇÃO.

A SITUAÇÃO VAI MUDAR?

NÃO ACREDITAMOS, O NOVO GOVERNADOR

TAMBÉM ESTÁ NA LISTA.

SE OLHARMOS PARA O NOSSO UMBIGO,

AQUI FRAUDES EM LICITAÇÕES CONTINUAM OCORRENDO.

OS INVESTIGADOS:

listaararath

Juiz bloqueia R$ 449 milhões de

réus por desvio de verba pública em MT

Ex-governador Silval Barbosa e deputado José Riva estão entre os réus.

Réus em três ações devem ter os bens bloqueados por decisão judicial.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 449,3 milhões em bens de 37 réus, entre políticos, empresários e servidores públicos, em três ações propostas pelo Ministério Público Estadual (MPE) por supostos desvio de recursos públicos e fraude em licitações do governo e da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A decisão do juiz plantonista Luis Fernando Voto Kirche, da Vara Especializada de Ação Civil Pública e Ação Popular, foi proferida no dia 21 do mês passado e, conforme o Tribunal de Justiça do Estado, a determinação já foi repassada para o Banco Central para o bloqueio.

Três dos réus figuram em mais de uma ação, entre eles o deputado estadual José Riva (PSD), presidente da AL-MT por vários mandatos, que deve ter mais de R$ 62 milhões em bens bloqueados, e o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), cujo bloqueio deve ser de R$ 12 milhões. Ao G1 a assessoria do parlamentar alegou que ele não irá se pronunciar até ser notificado da decisão. Já Silval Barbosa alegou, por telefone, que ainda não tomou conhecimento da decisão.

Na Assembleia Legislativa, as fraudes ocorriam por meio de licitações de mercadorias, principalmente de papelaria e produtos de informática, que, na maioria das vezes, não eram entregues. O crime teria ocorrido entre 2005 e 2009, durante as gestões de José Riva e Sérgio Ricardo de Almeida, que hoje ocupa cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A reportagem tentou entrar em contato com Sérgio Ricardo, mas ele não atendeu as ligações.

Para o magistrado, as irregularidades foram confirmadas. “Os inúmeros depoimentos que não irei transcrever no presente caso e que se encontram nos autos confirmam a versão prestada pelo Ministério Público, que apontado pela presença dos requisitos necessários para a concessão da liminar; mas, que de uma forma global confirmam os fatos ora aqui apontados”, diz trecho da decisão.

O dinheiro referente ao pagamento dessas mercadorias era depositado nas contas bancárias das empresas e depois sacado na ‘boca do caixa’ pelos representantes dessas companhias. Em espécie, a quantia era entregue para uma pessoa de confiança do deputado José Riva, segundo a ação movida pelo MPE.

Ex-governador do estado, Silval Barbosa (PMDB) e outras sete pessoas foram denunciadas e devem ter os bens bloqueados por suspeita de integrarem um esquema de desvio de dinheiro público, por meio da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz), à época sob o comando de Éder Moraes, preso durante a Operação Ararath, e Edmilson dos Santos.

Conforme o MPE, o desvio ocorria por meio do pagamento de precatórios, no qual uma empresa teria passado à frente na lista de credores. Além disso, os valores pagos estariam acima do devido e empréstimos eram contraídos em factorings e pagos supostamente com dinheiro público.

“O atual governador do estado [Silval Barbosa que deixou o cargo no final do ano passado] tomou empréstimos de terceiros, factoring, assinando diversas notas, em valores vultosos, e que Éder de Moraes Dias, na época dos fatos, secretário de Estado de Fazenda de Mato Grosso, intermediava os pagamentos, a seu interesse do alto escalão do governo, utilizando-se diversas vezes de terceiras pessoas jurídicas para pagamento dos empréstimos”, diz trecho da denúncia do MPE.

A ação diz que o esquema envolvia empréstimo e repasses ilegais de dinheiro do estado por meio das empresas, que agiam na forma de agiotagem, entre elas a Globo Fomento, de propriedade de Gercino Marcelino Mendonça, o Júnior Mendonça, e um escritório de advocacia.

Esse esquema foi alvo da operação Ararath, que prendeu, entre outras pessoas, José Riva e Éder Moraes. Durante a ação, em maio do ano passado, a casa do então governador Silval Barbosa e de outros investigados foram vasculhadas pela Polícia Federal.

http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2015/01/juiz-bloqueia-r-449-milhoes-de-reus-por-desvio-de-verba-publica-em-mt.html

Operação Ararath – Parte 7 – O que Lucas tem a ver?

É fácil notar que Lucas do Rio Verde

está sempre junto aos denunciados

em crimes contra o patrimônio público.

Pivetta, Mauro Mendes, Pedro Taques, Blairo Maggi.

A meta deles é colocar a culpa toda em Riva e Moraes.

Mas explicar corretamente a participação em

Cooperlucas, Máfia dos Combustíveis,

Ararath, Sanguessugas…..ninguém explica.

Como não se enquadram no rol de Preto, Pobre e Prostituta,

continuam agindo livremente.

Após as acusações sobre

Ararath e Cooperlucas,

Taques processa Riva

Jacques Gosch – Quinta-Feira, 21 de Agosto de 2014, 19h:42 | Atualizado: 22/08/2014, 15h:05

pedrotaquesesposa joseriva

As constantes acusações do candidato a governador José Riva (PSD) contra o adversário Pedro Taques (PDT) resultaram em  processos judiciais por calúnia, difamação e dano moral, representação criminal no Mistério Público Federal (MPF), além de pedido de investigação na Polícia Federal, Corregedoria do  Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e notícia-crime na Corte. As ações foram protocoladas pela assessoria jurídica do pedetista nesta semana.

O primeiro processo, protocolado no Juizado Especial Criminal de Cuiabá ontem (20), requer que Riva seja condenado pelos crimes de calúnia e difamação por ter acusado Taques e sua esposa Samira Martins de serem investigados pela Operação Ararath. O advogado Paulo Zamar Taques, responsável pelas ações, apresentou todas as certidões em que comprova que não existem investigações na Polícia Federal ou MPF e que os ofendidos não respondem a nenhuma ação penal.

Devido à falsa imputação, Taques requer, por meio de liminar, que Riva se abstenha de propagar a relação entre a Operação Ararath e o requerente com multa de R$ 20 mil para cada descumprimento da ordem. Além disso, o pedetista solicita indenização por danos morais no valor de R$ 25 mil a ser convertida em benefício do Asilo dos Idosos ou da Casa Lar Caminho do Redentor.

Taques também representou criminalmente contra Riva no MPF na última segunda (18). A medida é decorrente de afirmações feitas pelo candidato do PSD em encontro com o Movimento Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (LGBT) em que acusou o pedetista, então procurador da República, de ter “engavetado” e deixado prescrever o processo do Caso Cooperlucas, que, segundo ele, atingia o aliado político e prefeito de Lucas do Rio Verde Otaviano Pivetta (PDT).

Neste caso, Taques apresentou documento do MPF informando ao então juiz federal Julier Sebastião, hoje filiado ao PMDB, que o inquérito sobre o caso Cooperlucas, para apuração de fraude em empréstimo no Banco do Brasil par financiamento de safra, estava sob competência do procurador regional da República Roberto Cavalcanti Batista.

Além da representação no MPF, foi proposta queixa crime no Juizado Especial Criminal com pedido de liminar para que Riva se abstenha de relacionar Taques com o caso Cooperlucas já que nunca atuou no inquérito enquanto procurador da República. Ainda foi requerida multa de R$ 20 mil em caso de descumprimento da ordem com condenação por calúnia e difamação. Se os pedidos forem atendidos, Taques também pleiteou que a pena do adversário seja convertida em prestação de serviço ao Asilo dos Idosos ou a Casa Lar Caminhos do Redentor.

No âmbito civil, foi proposta uma ação de indenização por dano moral no Juizado Especial Cível, acusando Riva de ter ferido a honra e imagem do pedetista. A audiência está marcada para 14 de outubro. No processo, foi pedido o valor de R$ 25 mil, que caso seja concedido, será repassado para o Asilo dos Idosos ou Casa Lar Caminho do Redentor.

http://www.rdnews.com.br/eleicoes-2014/apos-as-acusacoes-sobre-ararath-e-cooperlucas-taques-processa-riva/55952

Operação Ararath – Parte 6

Pedro Taques e Riva estão juntos na relação.

Ator vaza lista de supostos

investigados pela PF na Ararath

Relação que teria caído em casa de

alvo da PF tem 40 nomes

RAFAEL COSTA – Da Redação

listaararath

O ator mato-grossense André D’Lucca, conhecido pela interpretação do personagem “Almerinda”, divulgou nesta terça-feira em sua página na rede social Facebook uma suposta lista com a relação de alguns dos investigados da Operação Ararath da Polícia Federal.

A investigação já foi deflagrada em cinco etapas para desmantelar um amplo esquema de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional. Embora o documento divulgado traga o timbre da PF, não há nenhuma assinatura de algum delegado ou perito que dê autenticidade ao suposto documento sigiloso que teria caído no apartamento de um dos alvos da PF.

A lista traz citação ao senador Pedro Taques (PDT), candidato ao governo de Mato Grosso, que aparece como José Pedro Taques, seu nome de batismo. Outro candidato ao governo do Estado, também citado é o deputado estadual José Riva (PSD). O parlamentar chegou a ser detido a mando do Supremo Tribunal Federal (STF), mas, teve sua prisão revogada pelo ministro José Dias Toffoli que alegou ser induzido ao erro pelo Ministério Público Federal (MPF).

Na relação ainda consta o nome do ex-deputado estadual Dilceu Dal Bosco (DEM), e do atual deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB),da ex-secretaria de Cultura do Estado, Janete Riva  e os suplentes de deputado estadual, Gilmar Fabris (PSD) e Daltinho (Solidariedade). Também aparece o conselheiro afastado do TCE (Tribunal de Contas do Estado), Humberto Bosaipo, e o gerente do Bic Banco de Cuiabá, Luiz Carlos Cuzziol.

Outras figuras notórias já amplamente divulgadas pela imprensa na cobertura da Operação Ararath também são citadas como os empresários Gércio Marcelino Mendonça Júnior, conhecido como Júnior Mendonça, e Fernando Mendonça, ambos no epicentro da investigação. Também são citados o ex-secretário de Estado, Eder Moraes Dias, e sua esposa, Laura Tereza da Costa Dias.

Informações dão conta que a lista ainda seria maior com outros nomes de pessoas físicas e jurídicas. Seriam, ao todo, 34 empresas e 90 autoridades investigadas somente na última etapa da Ararath no dia 20 de maio.

PROCESSOS

O senador e candidato ao governo de Mato Grosso, Pedro Taques, ingressou com ação na Justiça contra seu adversário José Riva (PSD), para impedi-lo de citá-lo como um dos investigados pela Polícia Federal.

Em entrevista a TVCA, Riva chegou a citar Taques e sua esposa, a advogada Samira Pereira Martins, de serem investigadas. No debate da TV Record, Riva chegou a declarar que teria como comprovar sua declaração, mas até o momento não apresentou nenhum documento.

http://folhamax.com.br/politica/ator-vaza-lista-de-supostos-investigados-pela-pf-na-ararath/20503

Operação Ararath – Parte 5

Operação Ararath: PF investiga

47 promotores no MT

30/05/2014

PF encontrou planilha com “supostos pagamentos”

a 47 promotores, procuradores de Justiça

do MP de MT e 13 agentes da Fazenda.

Fonte: Valor Econômico

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Documento encontrado na casa do Prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB) totaliza quase R$ 28 bilhões, resultado de pagamentos ilícitos e desvio de verba pública para financiamentos de campanhas. Foto: Divulgação

Planilha sugere suborno a 47 promotores do MT

A Polícia Federal (PF) encontrou planilha com “supostos pagamentos” a 47 promotores e procuradores de Justiça do Ministério Público do Estado do Mato Grosso e a 13 agentes de administração fazendária.

Entre os nomes citados está o do procurador-geral de Justiça do Mato Grosso, Paulo Roberto Jorge do Prado, que ocupa pela terceira vez o comando da instituição. O nome dele aparece relacionado à quantia de R$ 516.778,92 mil.

A planilha que contabiliza R$ 27.746.054,56 em “créditos” foi anexada à manifestação da Procuradoria da República do Mato Grosso: “A referida planilha foi encontrada no mesmo local e circunstância da apreensão dos documentos que sugerem pagamento de propina a autoridades do Poder Executivo e Legislativo do Estado de Mato Grosso (notas promissórias, cheques, lista contábil de pagamento, operações bancárias, anotações de depósitos)”, escreveu a procuradora da República Vanessa Zago Scarmagnani.

O documento é uma das provas anexadas ao inquérito da operação Ararath, investigação sobre desvio de recursos públicos, peculato e lavagem de dinheiro por meio de factoring clandestina que chegou a levar à prisão o governador do Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), o ex-secretário da Casa Civil do Estado, Éder Moraes e o deputado estadual José Riva

(PSD). O senador e ex-governador do Estado Blairo Maggi (PRMT) e o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB) são citados no inquérito.

A planilha foi apreendida na casa de Moraes, um dos principais alvos da ação policial e apontado pelos federais como operador de instituição financeira clandestina que movimentou mais de R$ 100 milhões que seriam, de acordo com o inquérito, orginários de desvios de recursos públicos para financiamento de campanhas eleitorais no Mato Grosso.

Em ofício enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR), a procuradoria da República no Mato Grosso faz a observação de que a escuta telefônica autorizada pela Justiça confirmou que Moraes “continuou e continua no afã de causar embaraços e influenciar o curso normal das investigações, se valendo, mais uma vez, de um membro do Ministério Público Estadual, integrante do Gaeco, o promotor de Justiça Marcos Regenold Fernandes, com quem aparenta ter elevado grau de proximidade”, assinala.

Ainda sobre a planilha, o Ministério Público Federal ressalta que “não é possível afirmar se efetivamente ocorreu o pagamento, do que se trata, sua origem e licitude. Apenas que ao procurador-geral de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado é apontada a quantia de R$ 516.778,92, e ao promotor de Justiça Marcos Regenold Fernandes a quantia de R$ 59.700,54″, considera.

A PF afirma haver “indícios de que as operações fraudulentas (empréstimos e movimentações de contas), em razão dos valores envolvidos, e detalhes das transações, foram praticadas, ainda, com o conhecimento e no interesse de Blairo Borges Maggi, ex-governador do Estado e atual senador da República, em nome de quem Éder de Moraes supostamente operava”, relata.

Os delegados Wilson Souza Filho e Guilherme Campos Nunes acentuam no inquérito que as operações financeiras investigadas “ocorreram, também, com conhecimento e autorização de Silval da Cunha Barbosa, atualmente governador do Estado de Mato Grosso”, afirmam os integrantes da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros e Desvios de Recursos Públicos (Delefin) da PF.

O senador e o governador negam envolvimento com a organização desarticulada pela operação Ararath.

O procurador-geral de Justiça do Mato Grosso disse ontem em entrevista coletiva que a lista apreendida pela PF está relacionada a pagamentos lícitos.

Prado alegou que as cartas de crédito foram pagas aos procuradores e promotores de Justiça que possuíam direitos trabalhistas. Afirmou que as negociações foram feitas com deságios de mais de 25% e o pagamento parcelado em 12 vezes, sem correção monetária: “Cada membro, cujo nome foi colocado nessa lista, tinha direitos trabalhistas a receber e como o Estado não tinha condições de pagar, recorremos ao mercado, tivemos prejuízos, e agora ainda somos tachados de criminosos“, afirmou o chefe dos promotores e procuradores de Justiça do Mato Grosso.

 http://www.jogodopoder.com/blog/politica/operacao-ararath-pf-investiga-47-promotores-no-mt/#ixzz3CXYYnQoO

Operação Ararath – Parte 4

MAIS AUTORIDADES SÃO ALVOS

DA OPERAÇÃO ARARATH

SIGILO DA OPERAÇÃO ARARATH FOI

PARA NÃO ATRAPALHAR INVESTIGAÇÃO-BOMBA

Publicado: 24 de maio de 2014 às 0:06 – Atualizado às 0:07

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A decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, de determinar sigilo da Operação Ararath, da Polícia Federal, foi para não prejudicar as investigações. Segundo fontes da PF, este é um dos mais importantes casos de corrupção dos últimos tempos, que tem como alvos várias autoridades dos três poderes. Foram presos o deputado José Riva (PSD) e o secretário da Fazenda do Mato Grosso, Éder Moraes, e o governador Silval Barbosa (PMDB) teve a casa revistada.

Há anos José Riva se reveza na presidência da Assembleia Legislativa, autêntica central da corrupção, em parceria com Silval Barbosa.

Outro figurão citado nas investigações é o senador Blairo Maggi (PR-MT), bilionário que já foi considerado maior produtor de soja do mundo.

O esquema de corrupção no MT seria ligado ao “comendador Arcanjo”, bandido hoje na prisão de segurança máxima de Porto Velho (RO).

Ararath é sequência da Operação Arca de Noé, de 2002, contra o crime organizado, com 13 presos, que resultou na condenação de Arcanjo. Leia mais na Coluna Claudio Humberto.

http://www.diariodopoder.com.br/direitojustica/stf/mais-autoridades-sao-alvos-da-operacao-ararath-2/

Operação Ararath – Parte 3

Ararath: PF tem ‘lista pronta’ de 56 pessoas

envolvidas em esquema das factoring

Envolvidos são políticos, advogados, economistas,

funcionários públicos e empresários

27/03/2014 – 21:15:53 José Ribamar Trindade | Redação 24 Horas News

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O suposto esquema montado pelo vereador João Emanuel (PSD), preso quarta-feira, 26, na Operação Aprendiz, do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão do Ministério Público Estadual, vai ser ‘fichinha’ como se diz no linguajar popular assim que for em confirmadas as suspeitas da Policia Federal. Em segredo de Justiça, já se encontra nas mãos de um juiz federal o pedido de prisão de 56 pessoas investigadas na “Operação Ararath”. A maioria delas estão em Mato Grosso. Mas há ramificações em mais dois estados.

“Essas prisões preventivas estão sendo analisadas em Brasília” – garantiu a fonte.

As prisões devem ocorrer a partir da quinta etapa da Operação Ararath – nome convencionado pelo envolvimento de empresas de factoring que vinham operando para políticos, através de um forte esquema de lavagem de dinheiro, semelhante a Operação “Arca de Noé”, que desmontou os negócios do bicheiro João Arcanjo Ribeiro, atualmente preso e que financiou várias campanhas eleitorais.

As investigações da PF para apurar o esquema de lavagem de dinheiro, através de uma ‘factoring fantasma’, do empresário Júnior Mendonça, segundo essa fonte da PF, já estão concluídas. Nas quatro etapas anteriores, os agentes se limitaram a colher provas sobre o esquema. Em poder da PF está, inclusive, algumas notas promissórias altamente comprometedoras com assinatura de políticos de grande porte. Aliados políticos dos senadores Blairo Maggi (PR) e de Pedro Taques (PDT), nomes colocados para a sucessão estadual de 2014, tiveram decretadas buscas na operação.

De acordo com a PF, o empresário Junior Mendonça pertence ao ramo de combustível, e teria utilizado a factoring “Globo Fomento Mercantil”, que também era de sua propriedade até 2012, como fachada para os negócios de agiotagem. Na primeira operação, a PF apreendeu uma agenda recheada de informações em que o empresário registrava seus ‘negócios’. Além disso, Mendonça é acusado pela Polícia Federal de ter se utilizado da movimentação financeira da rede Amazônia Petróleo, da qual também é sócio, para realizar transações financeiras ilegais. De acordo com a PF, todo o esquema teria movimentado, de forma ilegal, cerca de R$ 500 milhões, em um período de seis anos.

“Há muita gente grande envolvida nesse esquema” – garantiu a fonte, ao destacar que, ao contrário da Operação “Arca de Noé”, a “Operação Ararath” é muito mais ampla e deve provocar fortes efeitos politicos.

Um dos casos mais agudos envolveria o ex-secretário de Fazenda e da Casa Civil, Eder Moraes, que também foi presidente da extinta Agência Especial da Copa do Mundo (Agecopa). Quando secretário de Fazenda, Moraes teria autorizado o pagamento de mais de meio bilhão em precatórios e passivos do Estado a diversas empresas, algumas investigadas na operação.

Os agentes envolvidos na “Operação Ararath” investigam pelo menos oito tipos de crimes. Entre eles, lavagem de dinheiro, sonegação de impostas, corrupções ativas e  passivas, crimes contra o Sistema Financeiro Brasileiro (SFB); e formação e quadrilha.

Os investigados são principalmente políticos, advogados, economistas, funcionários públicos estaduais e federais, e empresários de vários setores, inclusive donos de construtoras e fectorings, que também funcionam, ou vinha funcionando como agiotas, usados para a lavagem e dinheiro público.

Na quarta edição da “Operação Ararath” foram realizadas apreensões de milhares de documentos, principalmente cheques e notas promissórias, que segundo a PF, são provas contundentes contra os acusados. A operação, em sua quarta etapa, ocorreu nos estados de Mato Grosso, Goiás, São Paulo e no Distrito Federal. Foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão, conforme decisão da 5ª Vara da Justiça Federal. O resultado agora serão as prisões, algumas temporárias, outras preventivas.

Colaborou: Edilson Almeida, Redação 24 Horas News

http://www.24horasnews.com.br/noticias/ver/ararath-pf-tem-rlista-prontar-de-56-pessoas-envolvidas-em-esquema-das-factoring.html

Operação Ararath – Parte 2

PF intercepta diálogo do senador

Pedro Taques com envolvido

na Operação Ararath II

Da Redação – Marianna Marimon – 28/11/2013 – 17:06

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A Operação Ararath II deflagrada pela Polícia Federal continua a ter novos desdobramentos e mexe com os bastidores políticos. O site Midia News teve acesso com exclusividade a uma interceptação telefônica entre o empresário investigado Rodolfo Campos e o senador Pedro Taques (PDT), em que eles marcam um encontro no escritório do parlamentar. A conversa foi interceptada em 9 de dezembro de 2011.

O diálogo não revela nenhum teor do que seria debatido entre os dois, porém, revela a relação de Taques com Rodolfo, conforme já havia anunciado o juiz federal Julier Sebastião da Silva ao Midia News, de que o parlamentar o teria apresentado ao empresário quando ainda era Procurador da República. Mandado de busca e apreensão foi expedido para a residência e gabinete do juiz federal na última segunda-feira (25).

Por enquanto, nenhum mandado de busca e apreensão atingiu o senador, porém, a operação Ararath II prossegue em segredo de justiça, e deve resultar em novas buscas e apreensões, além da interrogação dos envolvidos apontados.

Confira o diálogo na íntegra:

(…)

Taques: – Fala Rodolfo, tudo bem?

Rodolfo: – Tá bom senador?

Taques: – Bom? Liguei pra você pra gente tomar um café aí, pô. Você não tava dormindo?

Rodolfo: – Não.

Taques: – Vamos ver se a gente conversa a tarde. Você está por aqui?

Rodolfo: – Tô, to por aqui hoje, amanhã.

Taques: – Ah! Você que sabe a hora que você tiver um tempo me dá uma ligada aí, tá?

Rodolfo: – Que horas? A tarde?

Taques: – É, vamos duas e meia? Tá bom pra você? Que eu tenho um compromisso as quatro.

Rodolfo: – Tá bom, uai.

Taques: – Então, se você não tiver vamos deixar pra amanhã. Eu to aí tranquilo. Você que sabe ta?

Rodolfo: – Mas nós vamos aonde duas e meia?

Taques: – Aqui no escritório.

Rodolfo: – Tá, ta bom então. (…) Passo aí, ta ok?

Taques: – Falou cara obrigado, um abraço.

(Fim)

Outro lado

A assessoria de imprensa do senador Pedro Taques (PDT) encaminhou uma nota de esclarecimento em que o parlamentar reconhece a relação com Rodolfo Campos de muitos anos, por ter sido uma das principais testemunhas do caso Sávio Brandão, que resultou na condenação do Comendador João Arcanjo Ribeiro.

Confira na íntegra:

Nota de esclarecimento

A respeito da matéria intitulada “PF intercepta conversa de Taques e empresário investigado”, divulgada pelo Midia News, a assessoria do senador Pedro Taques informa que:

– O senador conhece o senhor Rodolfo Campos há anos. Ele, inclusive, foi uma das principais testemunhas do homicídio do jornalista Sávio Brandão, já que estava com este no momento dos fatos. Pedro Taques, à época procurador da República, atuou no caso.

– Só no ano de 2011, ao qual se refere o diálogo divulgado, o senador Pedro Taques promoveu no gabinete de apoio em Cuiabá 1.406 audiências, recebendo diversos segmentos da sociedade mato-grossense, sindicatos, associações, pessoas físicas e, inclusive, empresários, tratando, sempre, de assuntos de interesse público e ações do mandato para Mato Grosso.

– Com relação ao encontro marcado com Rodolfo Campos, conforme diálogo publicado, foram tratados temas ligados ao segmento da construção civil no estado. Em nome da verdade, esclarece ainda que já conversaram outras vezes. No entanto, desconhece qualquer falto que desabone a conduta do empresário.

– O senador reitera a confiança no trabalho das instituições públicas encarregadas da investigação e ressalta o papel fundamental da Imprensa em informar à sociedade.

Por fim, o senador Pedro Taques se coloca à disposição para qualquer outro esclarecimento.

Entenda o caso

A operação Ararath II investiga suposto esquema de lavagem de dinheiro e crime ao sistema financeiro, em duas partes, envolvendo factorings, a Construtora Encomind, a Amazônia Petrôleo, e a Globo Fomento. O elo seria um lobista, apontado como sendo Thiago Dôrileo. Até o momento, as investigações apontam rombo de R$500 milhões.

Atualizada às 17h45

http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=PF_intercepta_dialogo_do_senador_Pedro_Taques_com_envolvido_na_Operacao_Ararath_II&id=349727