ATÉ LÁ FORA

SE LÁ ESTÁ ASSIM, IMAGINE NO BRASIL.

AQUI BASTA SER POBRE PARA SER DISCRIMINADO.

EM LUCAS DO RIO VERDE, TEMOS ALGUNS CASOS:

ALEXIA, COOPERLUCAS, SECRETÁRIO DE OBRAS,

TERRA PROMETIDA, SERVIDORA INSS, ANA CAROLINA,

CHACINA E MUITO MAIS.

DEPENDENDO DO BOLSO, O TRATAMENTO É DIFERENTE.

CRIMINOSOS FICAM SOLTOS E INOCENTES

SÃO CONDENADOS.

ALEXIA: O CULPADO ESTÁ SOLTO.

COOPERLUCAS: O CRIME PRESCREEVEU

SOMENTE PARA OS RICOS

SECRETÁRIO DE OBRAS: A POPULAÇÃO FOI A ÚNICA QUE PAGOU, E OS CULPADOS NO COMANDO DA PREFEITURA.

TERRA PROMETIDA: DEPOIS DE AMEAÇAR E MATAR, O DINHEIRO COMPRA A LIBERDADE.

SERVIDORA INSS: SÓ UM INVESTIGADO, NENHUMA RESPOSTA, CRIANÇAS MARGINALIZADAS

ANA CAROLINA: UM CULPADO SEM PROVAS CONVINCENTES

CHACINA: A PENA APLICADA NÃO SEGUIU A LEI

‘Estou vivendo um minuto por vez’,

diz inocentado após

30 anos no corredor da morte

Anthony Ray Hinton tinha 29 anos quando foi condenado à morte por dois homicídios em 1985 nos Estados Unidos. Ele passou as últimas três décadas em uma prisão do Alabama até seu caso ser revisto recentemente – a condenação foi revertida após testes com as balas usadas nos crimes não comprovarem que elas haviam saído da arma encontrada na casa de Hinton.

Em entrevista à BBC, ele afirmou que a cor da sua pele foi determinante para a condenação. “Meu caso foi construído em cima de racismo e mentira”, disse.

“Eles tinham apenas um jovem negro – eu tinha 29 anos e não tinha dinheiro – e isso nos Estados Unidos, especialmente no Sul, significa condenação.”

Não houve testemunhas, nem impressões digitais encontradas que comprovassem a culpa de Hinton no homicídio de dois gerentes de restaurantes há 30 anos. O réu conta que tinha um álibi para comprovar sua inocência, mas que os investigadores nunca foram checá-lo.

“Eu estava no trabalho quando um dos crimes aconteceu. Isso não era o suficiente para eles. Eles nem mesmo começaram a checar meu álibi.”

Hinton conta que procura viver ‘um minuto de cada vez’ agora que saiu da prisão e que sua maior tristeza é “estar livre e não poder ver sua mãe”, que faleceu em 2002.

‘Se fosse branco, não teria acontecido’

De acordo com Hinton, a própria polícia o havia ‘sentenciado’ antes do julgamento. “A polícia disse: ‘primeiro de tudo, você é negro; segundo, você já teve passagem na prisão; terceiro, você terá um juiz branco; quarto, você provavelmente terá um júri branco; e quinto, quando a promotoria juntar tudo, você sabe o que vai dar: condenação, condenação, condenação, condenação, condenação.”

Depois de 30 anos preso, o réu acredita que seu caso teria tido tratamento diferente se fosse branco.

“Acho que se eu fosse branco, eles teriam testado a arma e veriam que as balas não poderiam ter vindo dela, e eu teria sido libertado. Mas quando você é pobre e negro nos Estados Unidos, você tem grandes chances de ir para a cadeia por um crime que não cometeu.”

Os promotores derrubaram o caso contra Anthony Ray Hinton depois que novos testes com as balas que mataram os dois gerentes contradisseram a única prova que alegadamente tinham contra o réu. Eles não conseguiram evidências de que as balas do crime haviam saído da arma que pertencia à mãe de Hinton.

Hinton, então, deixou a prisão onde estava no Alabama na última sexta-feira. O advogado dele, Bryan Stevenson, que fundou a Iniciativa para a Justiça Igualitária, tentou argumentar por anos que o caso contra seu cliente era um erro: que ele tinha um álibi para o momento que um dos crimes ocorreu, que passou pelo teste com o detector de mentiras logo que foi preso, e que nenhuma prova corroborou os resultados do teste de balística usado para condená-lo.

“Se ele tivesse dinheiro para pagar os especialistas de que precisava para provar que aquilo era mentira, ele nunca teria sido condenado”, disse Stevenson.

Segundo o advogado, quando ‘os melhores especialistas do país’ comprovaram que as balas não poderiam ter saído da arma de Hinton, o Estado do Alabama continuou calado, e não reabriu o caso para fazer novos testes.

“Por 16 anos, Hinton passou tempo a mais preso no corredor da morte simplesmente porque o Estado não estava disposto a arriscar a percepção de que eles não são os ‘bons’ (no combate) do crime. Em vez disso decidiram arriscar a execução de uma pessoa inocente. Isso para mim foi a coisa mais vergonhosa desse caso.”

O advogado diz que Hinton é a 152ª pessoa a ter sua condenação revertida após ter sido sentenciado à morte. “É uma estatística chocante de erros. Nenhum sistema toleraria isso. Mas a maioria das pessoas que estão no corredor da morte são pobres ou negras, e não parecemos nos importar tanto se elas são inocentes ou não.”

Vida fora da cela

Após passar três décadas ‘longe’ da sociedade, Hinton disse estar impressionado com a tecnologia que existe atualmente. E ficou espantado também com as atualizações da moda, ao comparar as roupas que usava nos anos 1980, quando foi preso, com as de hoje em dia.

Uma das primeiras coisas que fez ao sair da prisão foi visitar o túmulo da mãe – ela faleceu em 2002, quando ele ainda estava na cadeia.

Questionado se sentia raiva das pessoas que o condenaram, Hinton respondeu: “Sou uma pessoa alegre. Tenho um bom senso de humor e foi isso que me manteve vivo nesses 30 anos.”

“Eu não odeio ninguém, não guardo raiva, vou continuar rezando pelos que fizeram isso comigo, como rezei nos últimos 30 anos. Porque nesses 30 anos, eu não deixei que eles levassem minha alegria. Se eu tivesse deixado, eles teriam vencido. Eu me recuso a dar a eles minha felicidade.”

Em liberdade, Hinton diz que sua maior vontade agora é “viver do seu jeito, tentando levar alegria para as pessoas, aproveitar a vida e ser feliz.”

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2015/04/07/estou-vivendo-um-minuto-por-vez-diz-inocentado-apos-30-anos-no-corredor-da-morte.htm

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CONSTRANGIMENTO ILEGAL POR EXCESSO DE PRAZO

CONSTRANGIMENTO ILEGAL POR EXCESSO DE PRAZO.

TAÍ, TANTOS PRESOS ESPERANDO JULGAMENTO,

TANTAS INVERSÕES DA CONSTITUIÇÃO,

QUE APARENTAVA QUE ISSO NEM EXISTIA MAIS.

MAS, NO BALANÇO FOI POSITIVO, A MAGISTRADA

NEGOU A ABSOLVIÇÃO DE RIVA.

COMO LIÇÃO, VAMOS RESPEITAR A TODOS:

RESPEITO A PRAZOS PARA JULGAR QUEM

ESTÁ COM PRISÃO PREVENTIVA.

RESPEITO A PRAZOS PARA JULGAR PROCESSOS

CÍVEIS E CRIMINAIS, SEM EXCEÇÃO.

E A PENSÃO VITALÍCIA? JUSTA?

Juíza desmembra processo e

marca audiência de

ex-deputado de MT

Em 07 de abril de 2015 as 13h06

Magistrada também negou absolvição sumária de José Riva.

Ex-deputado é suspeito de desvio milionário na Assembleia Legislativa.

A juíza Selma Rosane dos Santos Arruda, titular da Vara Contra o Crime Organizado de Cuiabá, desmembrou a ação na qual o ex-deputado estadual José Riva figura como réu junto com outras 14 pessoas. Ele está preso desde o dia 21 de fevereiro no Centro de Custódia de Cuiabá, acusado de liderar uma quadrilha que teria desviado R$ 62,2 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) por meio de fraudes em licitação. A magistrada também negou absolvição sumária do réu, único acusado preso no processo. O G1 ligou para a defesa de Riva, mas ninguém atendeu as ligações.

O desmembramento, conforme a juíza, ocorreu para evitar constrangimento ilegal por excesso de prazo. O ex-deputado já teve habeas corpus negados tanto pela Justiça de Mato Grosso quanto pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A magistrada também marcou as datas das audiências de instrução e julgamento referente a José Riva para os dias 22, 23, 24, 27 e 28 de abril, às 13h30, no Fórum de Cuiabá. O réu deverá ser ouvido no último dia. Os demais acusados ainda não tiveram as audiências agendadas.

Alegações

A defesa de Riva alegou que a 7ª Vara Criminal da capital, na qual tramita a ação, não tem competência para julgar o caso, porque o ex-deputado e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo, deveria ter sido denunciado também. Assim, o caso deveria ter sido remetido a instância superior. Selma Rosane afastou essa possiblidade, afirmando que a chefia do Ministério Público Federal já se manifestou dizendo que não há elementos para denunciar Sérgio Ricardo. “Resta evidente não ser cabível a presente reclamação”, diz a juíza em trecho da decisão.

A defesa também afirma que a delação premiada do empresário Júnior Mendonça, cujos depoimentos à Polícia Federal e Ministério Público Federal (MPF) durante a Operação Ararath deram início à investigação de Riva pelo Gaeco, não tem valor e, por isso, não poderia ter sido usada para esse processo. A juíza rebateu a alegação, dizendo que Júnior Mendonça não é delator da Operação Imperador, “mas tão-somente testemunha”.

“Pouco importa se a delação foi ou não homologada naquele Juízo. A referência feita por esta pessoa nas declarações em relação a José Geraldo Riva, lá como delator e aqui como testemunha, sim, diz respeito aos fatos que se encontram em apuração nos presentes autos”, afirma em outro trecho do despacho.

Os advogados alegaram, por fim, que a denúncia não explica a ligação entre Edemar Adams (já falecido) e Riva, ou o elo entre o ex-deputado e os demais servidores da Assembleia Legislativa acusados de fazerem parte do esquema. Conforme a juíza, a reclamação da defesa não deve ser acolhida, porque a denúncia é clara o suficiente quanto às acusações que pesam sobre Riva, “a quem aponta a liderança do bando que, durante certo tempo, teria assaltado os cofres da Assembléia Legislativa deste Estado”.

Acusações

Na ação oriunda da Operação Imperador, José Riva responde pelos crimes de peculato e formação de quadrilha. Ele e outras 14 pessoas são acusadas de desviarem dinheiro da ALMT por meio de licitações com empresas de fachada. O esquema, conforme a denúncia do Ministério Público do Estado, teve envolvimento de servidores do legislativo e empresários. A esposa de Janete Riva, mulher do ex-deputado, também é ré na ação.

José Riva já tem condenações colegiadas no TJMT e responde a pelo menos 127 ações na Justiça, entre cíveis e criminais. Ele despediu-se da vida pública em fevereiro deste ano, após cinco mandatos consecutivos como deputado estadual. Na ALMT, ocupou os cargos de presidente e primeiro-secretário da Mesa Diretora.

O ex-deputado foi preso pela PF em maio do ano passado e durante a Operação Ararath, mas ficou só três dias atrás das grades. Ainda em 2014, tentou candidatar-se ao governo do estado, mas teve o registro cassado por conta da Lei da Ficha Limpa. No lugar dele, concorreu Janete Riva, que perdeu.

No final de fevereiro deste ano, o Conselho Deliberativo do extinto Fundo de Assistência Parlamentar (FAP) da ALMT aprovou o pagamento de pensão vitalícia ao ex-deputado. O valor pago deverá ser equivalente a um salário atual de deputado estadual, que é de R$ 25,3 mil.

http://www.expressomt.com.br/matogrosso/juiza-desmembra-processo-e-marca-audiencia-de-ex-deputado-de-mt-128012.html

ESTAMOS EM TERCEIRO

LEMBRAM DO RANKING

DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA?

FICAMOS SOMENTE NA FRENTE

DE QUEM MESMO?

E AINDA FALAM DO ACRE.

POIS É, SEMPRE PODE PIORAR.

SE FOSSE SÓ NOS CRIMES CONTRA

A VIDA, ESTÁVAMOS FELIZES.

A JUSTIÇA DO MATO GROSSO,

EM TODAS AS ESFERAS,

É UM “TÁLENTO” EXCEPCIONAL.

CASOS DE VIDA OU MORTE,

É MORTE NA CERTA.

E A CORREGEDORIA PROCURADA NA REPORTAGEM?

NÃO É QUE SUMIU, NUNCA APARECEU.  

Justiça de MT é a

terceira mais lenta

Por diario de cuiaba em 25 de Novembro de 2014 ás 05:43

A Justiça de Mato Grosso é a terceira mais lenta do país no que se refere a julgamento de crimes contra a vida. Conforme dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), das 2.287 ações abertas nas comarcas do estado até 2009, apenas 333 foram julgadas, o que corresponde 14,6% dos casos. A demora no julgamento aumenta a sensação de impunidade.

Atualmente, das 59,6 mil ações existentes nas comarcas brasileiras, apenas 17,1 mil foram julgadas, o que corresponde a 28,8%. A média de Mato Grosso ficou abaixo da nacional, que foi considerada péssima pelo CNJ.

Conforme estabelecido pela Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), a Meta de Persecução Penal previa julgar até 31 de outubro todos os processo relativos a homicídios dolosos, quando há intenção de matar, que tenham recebido denúncia no Ministério Público antes do fim de 2009.

Caso não fosse possível zerar todos os processos, os tribunais deveriam conseguir julgar ao menos 80% das ações. São duas metas que Mato Grosso está longe de alcançar.

O Acre e o Amapá foram os únicos estados que conseguiram atingir o objetivo estabelecido e zeraram os julgamentos. Porém, as comarcas desses estados apresentavam apenas 30 e 14 ações respectivamente, um quadro baixo se comparado com outras localidades.

Ao lado de Mato Grosso, Pará e Bahia também aparecem como os mais lentos nos julgamentos. Chegaram perto dos 80% os tribunais de São Paulo, Distrito Federal e Maranhão.

No começo do mês, representantes dos tribunais se reuniram em Brasília, e relataram diversos pontos que prejudicam o andamento e conclusão das ações.

Sendo o CNJ, a falta de juízes, servidores, bem como a dificuldade para localizar os réus e até mesmo testemunhas, são os principais obstáculos citados.

Brechas legais que emperram a tramitação e o número alto de processos atrasados, também foram apontadas. O conselho vai buscar junto aos tribunais que providências sejam tomadas, já que o atraso no julgamento de processos de homicídios reforça a sensação de impunidade.

O Diário entrou em contato com a Corregedoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), e por meio da assessoria de imprensa, foi informado de que responsável pelo assunto não estava disponível para atender a reportagem.

http://www.leialucas.com.br/noticias/Seguranca/6686/

PROMOTORA NÃO MERECE O CARGO

NESTA PUBLICAÇÃO SOMENTE

OS CASOS ANALISADOS PELA CORREGEDORIA,

ATÉ 2013.

IREMOS AVERIGUAR AS OUTRAS DENÚNCIAS.

PARA AS QUE FOREM CONFIRMADAS, IREMOS

PUBLICAR E DENUNCIAR PARA A CORREGEDORIA

E PEDIR INSTAURAÇÃO DE INQUÉRITO POLICIAL.

ESSAS FORAM AS DENÚNCIAS QUE FORAM ACOLHIDAS

PELA CORREGEDORIA, CONTRA A PROMOTORA

FERNANDA PAWELEC.

ministeriopublico 

2011 – ATUAÇÃO DESIDIOSA

Em outras palavras, significa atuação relapsa, sem corresponder às expectativas.

Produção abaixo do mínimo necessário.

Arquivado em 2012, sem maiores explicações.

2012 – ABUSO DE PODER

O Direito Administrativo determina que a vida privada do servidor influencia

na sua vida pública. Embora o servidor estando fora do horário normal de

exercício da sua profissão, a Responsabilidade Administrativa também

é aplicada nas faltas cometidas nas folgas do servidor público.

No caso da Promotora de Justiça, o abuso de poder

ocorreu em uma festa de formatura.

DESEJO DE SER O CENTRO DAS ATENÇÕES?

Sindicância Instaurada e Arquivada Posteriormente,

sem maiores explicações.

2013 – ATUAÇÃO IRREGULAR E ILEGAL

Este é principal tipo de acusação que recebemos também em 2014.

A Promotoria deve buscar a verdade, condenar baseado em provas.

Pelos casos que acompanhamos pessoalmente e

pelas denúncias que recebemos, essa Promotora não tem esses objetivos.

Atuação irregular consistente na denunciação, sem provas, de um advogado.

Em outras palavras, SABIA QUE NÃO TINHA PROVAS

E MESMO ASSIM ACUSOU.

Sindicância aberta e até agora nenhuma explicação.

NÃO EXISTE LEI EM LUCAS DO RIO VERDE

ABSURDO.

RECEBEMOS MAIS DENÚNCIAS.

OU A PROMOTORA PRECISA

SER INTERNADA OU PRESA.

ministeriopublico

REVELAÇÃO DE SEGREDOS DE JUSTIÇA

FAVORECIMENTOS EM ADOÇÕES

FALSOS DEPOIMENTOS

FALSAS TESTEMUNHAS

AMEAÇAS

PERSEGUIÇÃO

ISSO NÃO É PROMOTORIA

DE JUSTIÇA.

É CRIME.

SE NENHUMA DENÚNCIA SE CONFIRMAR,

IREMOS PEDIR MILHARES DE DESCULPAS.

MAS DEPOIS DE AVERIGUARMOS, SE ALGUMAS

SE CONFIRMAREM IREMOS ENTRAR COM

PEDIDO DE PRISÃO PARA ESSA PROFISSIONAL

DO DIREITO.

CORREGEDORIA DA PJC DO MT – PARTE 4

Terceiro exemplo: Nenhuma explicação oficial após o caso. Punição: Movido para Lucas do Rio Verde e nenhuma resposta para a sociedade.

Neste momento, denúncias de desvio de poder. Punição: Movido para Cuiabá e nenhuma resposta para a sociedade.

 

Delegado Marcelo Torhacs investigado por ameaça

 

Responsável pela delegacia de Tapurah, no Nortão, Marcelo Torhacs será alvo de apuração da Corregedoria por possível coação de um depoente em inquérito A Corregedoria da Polícia Civil de Mato Grosso deve iniciar, nos próximos dias, verificação preliminar de um suposto caso de ameaça por parte de um delegado a um depoente na cidade de Tapurah (a 433 quilômetros ao norte de Cuiabá). O borracheiro Antônio Luiz Lopes Rodrigues, conhecido como “Ligeirinho”, acusa o delegado Marcelo Martins Torhacs de tê-lo ameaçado, caso ele não assumisse conhecer as ligações de dois sujeitos com o tráfico de drogas. Torhacs nega. O corregedor auxiliar da Polícia Civil, Carlos Fernando da Cunha Costa, recebeu a denúncia na manhã de ontem e informa que ainda há a necessidade de verificar se este é realmente um caso de ameaça ou abuso de autoridade. Consta na declaração de Ligeirinho que o delegado queria saber se havia relação entre ele e dois suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas na cidade, Edson Camilo de Sousa e Joaquim Pereira da Silva. Após Ligeirinho negar conhecer os negócios criminosos dos dois, o delegado teria se exaltado e ameaçado forjar uma situação de flagrante contra o depoente, caso ele não confessasse. A princípio, para o corregedor, este é um caso incomum. “O sujeito tem que ser muito burro para fazer esse tipo de ameaça”, desconfia, justificando que Torhacs é um delegado jovem, ainda não corrompido. Porém, mesmo sendo suspeito de ligação com o tráfico em quatro inquéritos criminais da Polícia Civil de Tapurah, Ligeirinho tem o direito de ser tratado como qualquer outro depoente e a denúncia será investigada assim que estiverem disponíveis os recursos para a ida do corregedor, e alguns policiais, a Tapurah. Edson Camilo de Sousa, de apelido “Negão”, é dono de uma boate na cidade e está preso em Lucas do Rio Verde (a cerca de 100 quilômetros de Tapurah). No momento de sua prisão, ainda este mês, na casa de Joaquim, foram encontradas ligações de seu celular para o número de Ligeirinho. Na casa, que funcionava como um ponto de distribuição de drogas, também foram encontradas uma motocicleta financiada e anotações no nome de Ligeirinho. Porém, o advogado de Negão, Waldir Caldas, nega que seu cliente tenha relações criminosas com Ligeirinho, que seria apenas um borracheiro na cidade. Torhacs discorda e nega qualquer coação no depoimento de Ligeirinho. Para ele, os indícios são suficientes para afirmar que o depoente possui efetivamente ligações com Negão, cujo advogado estaria cobrando a divulgação na imprensa da denúncia contra ele na Corregedoria da Polícia Civil. Ligeirinho diz que veio para Cuiabá fazer a denúncia “com a consciência limpa”, mas teme permanecer em Tapurah e quer ir embora da cidade, onde vive há 20 anos.

http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=327906

CORREGEDORIA DA PJC DO MT – PARTE 3

Terceiro exemplo: Alguma novidade, desde 2011?

 

DELEGADO É ACUSADO DE FAZER PROPOSTA PARA ‘ESQUECER’ INQUÉRITO CRIMINAL

delegadoraiflan

Depois de ser torturado, preso acusado de homicídio recebe “sugestão” de dar R$ 15 mil para “arquivamento” de inquérito e advogado assina depoimento, mesmo sem ser contratado pelo suspeito; denúncia foi à OAB/MT

HÉRICA TEIXEIRA

Rádio Sorriso

Delegado Carlos Eduardo Muniz é acusado de agredir preso e sugerir advogado para solta-lo

Advogados que atuam nas regiões de Guarantã do Norte, Peixoto de Azevedo e Matupá, denunciam tortura a um preso para confissão de crime. Raiflan Souza dos Santos é acusado de cometer um homicídio em Guarantã, contudo o réu nega e relata por meio de carta ter sido torturado para confessar crime que não cometeu. Além da agressão, disse que ainda recebeu a proposta para pagar R$ 15 mil para que processo fosse “esquecido”.

Veja aqui a carta da denúncia do preso.

Um advogado de Guarantã, que prefere não ser identificado, disse que no dia 16 de março, a promotora Daniele Crema, ouviu Raiflan sobre o caso de tortura que sofrera na Delegacia Municipal. O preso relatou com riqueza de detalhes as agressões que sofreu para confessar o crime. Todo o depoimento à promotora Daniele Crema foi filmado e descrito nos autos.

Acontece que os advogados tentaram ter acesso aos autos onde consta a denúncia, mas foi negado pela promotora. Alguns advogados da cidade sugeriram ter acesso no balcão, mas mesmo assim Daniele Crema negou o direito.

Os juristas argumentam que processo contra Raiflan não é sigiloso e todo e qualquer advogado, bem como, a sociedade tem direito de acessar o documento.

Por causa do impasse, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção de Peixoto de Azevendo, Alexsandro Manhaguanha, protocolou termo de declaração relatando os fatos em relação ao acontecido com o preso Raiflan. Leia aqui (1, 2 e 3) termos de declaração feita pela OAB ao Ministério Público.

A promotora Daniele Crema, que responde pela promotoria de Matupá, estava também à frente da Ministério Público de Guarantã do Norte, pois o titular Guilherme Ignácio de Oliveira, estava de férias e só retornou nesta segunda-feira (26).

Por telefone, o promotor disse que não falaria sobre o caso envolvendo a sua substituta e argumentou que não tinha informações a respeito da denúncia.

“Estou tendo conhecimento agora. Voltei de férias hoje e ainda não falei com minha equipe de trabalho. Não vou me pronunciar sobre o caso, pois seria deselegante da minha parte”, destacou.

A reportagem também falou com o delegado da cidade, Carlos Eduardo Muniz, que negou tortura, pontuando que Raiflan é réu confesso. Muniz ainda disse que denúncia de preso é caluniosa.

“Isso é um absurdo, depois que tá preso fala tudo. O réu foi preso em flagrante e confessou crime. O advogado Giovani acompanhou depoimento”, frisou.

A reportagem ligou na Promotoria de Matupá para falar com a promotora Daniele Crema, mas não foi possível o contato. Ainda foram feitas tentativas de falar com advogado do preso Raiflan, Irineu Paiano, mas mesmo com várias tentativas, o advogado não atendeu às ligações.

Os advogados da região ainda denunciam que quando Raiflan foi prestar depoimento para o delegado Carlos Eduardo, o preso não tinha nenhum advogado contratado pela família, mesmo assim, assinou o termo de interrogatório o advogado Giovani Coladello, amigo do delegado e que integra, junto com outros profissionais, as denúncias de favorecimento ilícito, que contaria ainda com a participação da juíza Leilamar Aparecida Gonçalves.

OUTRAS DENÚNCIAS

Em fevereiro deste ano, um grupo de advogados fez denúncia contra outros juristas a respeito de favorecimento em sentenças e tráfico de influências. Os denunciados são: são Ralf Holffmann; Pedro Henrique Gonçalves e Ana Carolina Lenzi (casados e sócios).

Atuação dos profissionais citados é investigada pela Corregedoria Geral de Justiça de Mato Grosso e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), que abriram procedimentos internos para apurar denúncias contra a juíza titular da Comarca de Guarantã do Norte, Leilamar Aparecida Rodrigues que, em conjunto com um grupo de advogados daquela região e com o delegado Carlos Eduardo Muniz, estaria cometendo práticas irregulares naquela região.

OUTRO LADO

A reportagem procurou o advogado Giovani Coladello, que assinou termo de interrogatório do preso Raiflan, em tom de ameaça disse que não poderia falar nada sem saber onde a reportagem queria chegar. “Cuidado com o que você vai escrever”, ameaçou o advogado.

A reportagem ainda perguntou se o advogado trabalhava com causas criminais e se já defendeu o Raiflan, Giovani disse que não poderia falar. “Não vou responder, não sei o que é”, resumiu.

Muniz confirmou que em depoimento, estava presente o advogado Giovani Coladello. O delegado negou qualquer ato ilícito e disse que o preso Raiflan é réu confesso.

Acontece que à época da primeira denúncia, publicada com exclusividade pelo HiperNotícias, os advogados emitiram nota afirmando que não atuavam em processos criminiais junto com o delegado Carlos Eduardo. A nota ainda cita que Giovani e Ralff não acompanharam “absolutamente nenhum processo presidido pelo delegado”. Já os advogados Pedro e Ana atuaram um último processo em outubro de 2011.

NOTA

Os advogados acusados de favorecimento pela juíza Leilamar e pelo delegado Carlos Eduardo Muniz emitiram uma “Nota à Imprensa” no dia 15 fevereiro negando as acusações.

Assinada por Ralff Hoffmann, Giovani Rodrigues Coladello, Pedro Henrique Gonçalves e Ana Carolina Lenzi, a nota afirma que eles ainda não foram notificados das acusações por nenhum órgão, e que consideram “totalmente inverídica a informação de que fariam captação de clientes através da garantia e êxito ou celeridade em seus processos”. Eles classificam a denúncia como “boatos oriundos de terceiras pessoas e de facções isoladas”.

Para sustentar suas defesas, eles alegam que os “advogados Ralf e Giovani não acompanharam absolutamente nenhum inquérito presidido pelo (delegado) Carlos Eduardo Muniz”, e também que o último inquérito no qual aturam os advogados Pedro e Ana foi em outrubro de 2011. “Desde então outros 86 foram instaurados sem qualquer participação destes causídicos, o que representa apenas 1,14% dos procedimentos iniciados nesse período (sic)”, citando o mesmo dado estatístico do delegado.

Os quatro advogados acusados também lamentam “que algumas pessoas ainda acreditem que não possa haver um mínimo de convívio em sociedade e de respeito mútuo entre profissionais somente porque atuam em áreas direrentes da jurisdição”.

http://www.hipernoticias.com.br/TNX/imprime.php?cid=11433&sid=131