HONESTIDADE E POBREZA

HONESTIDADE ACIMA DE TUDO.

QUANDO DIVULGAR LUCAS DO RIO VERDE

POR AÍ, CITAR TAMBÉM O ALTO CUSTO DE VIDA.

ALUGUEL É UM ABSURDO.

ALIMENTAÇÃO, LUZ, ÁGUA, IMPOSTOS.

JÁ CHEGA AS QUE VIERAM ENGANADAS PARA

TRABALHAR NA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS.

Debaixo da ponte do Rio Verde

existe vida e sonhos

Por Redação em 10 de Setembro de 2014 ás 14:33

Um grupo formado por homens e pelo menos uma mulher estão alojados  no espaço debaixo da ponte do Rio Verde, na divisa entre os municípios de Lucas do Rio Verde e Sorriso. São pessoas vindas de várias cidades de Mato Grosso, atraídos pelas notícias que se propagam de progresso da região.

Ao chegar a Lucas, a realidade é bem diferente. Sem qualificação, não se consegue obter um bom emprego, e as vagas compatíveis com pouca experiência não pagam um salário que possibilite pagar aluguel e as necessidades básicas de uma família.

O jovem Alessandro Pereira é o mais falante. Com apenas 22 anos de idade, ele está há quatro anos morando nas ruas das cidades de Mato Grosso. Ele conta que deixou a família em Aripuanã, no extremo norte do Estado depois que viu a casa ser sustentada pela mãe e pelos avós aposentados.

“Eu passei a me sentir um peso para eles, e junto com as más companhias, decidi que sairia de casa. Mas não é fácil. Quando a gente pede um emprego, um serviço qualquer, muitas pessoas viram a cara, evitam conversar com a gente”, diz ele. Ele lembra que já ouviu de algumas pessoas que deveria roubar, matar, para ser preso, porque na cadeia teria comida e um lugar para morar.

“Mas eu não sou bandido. Peço serviço porque quero me reintegrar à sociedade. Estava trabalhando, mas o patrão me mandou embora porque eu não tenho documentos, que perdi pelos lugares onde dormi. O meu salário seria de mil reais e o patrão iria pagar uma multa de dois mil. Sem documento, sem emprego”, lamentou.

Um dos motivos que trouxeram o jovem a Lucas foi o de ter morado na cidade há 14 anos. “Mas as pessoas mudam, a gente muda de feição, e eu não encontrei meus antigos conhecidos. Aí vim parar aqui, debaixo da ponte”, diz o jovem.

Ele diz que estudou apenas por três anos, mas aproveita as revistas que encontra pelas ruas para aprimorar a leitura. Na rua, ele garante que aprendeu o real significado de amizade e o sentido de família. “Aqui a gente se respeita, dorme em um mesmo quarto, sem ventilação, sem condições ideais para um ser humano. O dinheiro que a gente ganha, seja uma doação, seja o pagamento por um serviço, serve para comprar um alimento, um tempero. E assim a gente segue, sonhando com dias melhores”, diz Alessandro.

Ao mesmo tempo em que aceita ser chamado de morador de rua, Alessandro garante que quando vem à cidade, pede sempre um serviço, e nunca roubou nada de ninguém. Perguntado porque não volta para casa, Alessandro diz que não quer voltar de mãos vazias para a casa da mãe e dos irmãos mais novos.

“Eu não tenho nem uma roupa decente. Queria voltar com dinheiro no bolso, para dizer olha mãe, faz uma compra maior. Do jeito que eu estou não dá pra voltar. Mas se eu arrumar um emprego, garanto que volto de cabeça erguida”, finalizou Alessandro.

Vale ressaltar que infelizmente algumas pessoas que praticam crimes na cidade, também usam o local para se esconder da Polícia.

http://www.leialucas.com.br/noticias/Lucas-do-rio-verde/6022/

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s