O chapéu serviu, e queimou a cabeça.

Quem está mais perto do fogo é o primeiro a se queimar.

Parece que o jornalista tocou na ferida, acreditamos que na opinião:

Os promotores acham que são semi-deuses.

Não bastasse a revolta, o comentário não está isento de erros,

embora critique os de Português da matéria.

ministeriopublico

MPE pode criar código de conduta e

define relação social de promotores

17/02/2011 – 12:08 – Auro Ida

“Para ter uma reputação ilibada não é necessário deixar de viver como ser humano comum. Dentro da licitude, um juiz pode fazer tudo o que qualquer ser humano”. A declaração é do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF),  Luiz Fux, adepto do jiu-jitsu, guitarra nas horas vagas e do surfe na juventude. Enquanto um membro da suprema corte prega a humildade, alguns integrantes do Ministério Público Estadual (MPE) se julgam estar acima do mal e do bem.

Esses semi-deuses querem estabelecer um código de conduta social para os seus membros, definindo com quem suas excelências podem ter convivência social. Ou seja: indicar com quem suas excelências podem, por exemplo, sentar num “boteco” para tomar uma cachaça.

Fiquei pasmo ao ler algumas cópias da troca de correspondência, na intranet do MPE, entre os promotores José Antonio Borges e Mauro Zaque avaliando a necessidade de se provocar a corregedoria para se estabelecer um código de conduta social ou, no mí­nimo, recomendações.

A discussão foi provocada pelo promotor Alexandre Guedes que postou um comentário sobre a cobrança que recebeu de um cidadão pelo fato do procurador geral, Marcelo Ferra, ter aparecido, num evento social, ao lado do governador Silval Barbosa e do senador Blairo Maggi.

O próprio Guedes foi cobrado pelo fato da sua esposa trabalhar na Setecs, primeiro com a ex-primeira dama Terezinha Maggi e agora com Roseli Barbosa. Além disso, tanto Guedes como Borges apareceram na internet ao lado do senador republicano, na festa de casamento da filha de Maggi. No popular: é o sujo falando do mal lavado. Em tempo: Alexandre Guedes pratica nepotismo cruzado (parente é empregado em outro poder), o que é condenado pelo próprio Ministério Público.

Em verdade, o que alguns promotores querem é viverem numa redoma de vidro, como se fossem seres superiores, semi-deuses. Cá entre nós: somente os fracos em espí­rito é que são “contaminados” pelos seres maus. Quem tem carátrer, pode conviver num ambiente degradante e, nem por isso, se deixará influenciar e manterá a sua postura.

Caráter não se coloca na mesa de bar, numa festa, mas é construido no dia a dia. Quando alguns membros do MPE fala em código de conduta social, fico temeroso e imaginando mil coisas. Será que semo-deuses não podem se misturar com os pobres mortais? Será que resistem as tentações terrenas? Não quero criar juí­zo de valor, mas que preocupa, preocupa.

Dias atrás, o promotor Domingos Sávio fez, durante café da manhã, no Tutis, “elogios” a minha pessoa. Disse que não adianta me processar e que eu merecia uma surra. “Se o encontrar, vou dar um soco nele”, afirmou perante três testemunhas. Algum dias depois, o encontrei no Shopping Pantanal. Me virou as costas e saiu com cara de mau.
Juro que não sabia se dava risada ou tremia de medo. Como fiquei na dúvida, pensei: é bom que o MPE implante o código de conduta social, porque não quero a convivência com alguns desses semi-deuses. Não vou gostar do Olimpo em que habitam.
Outra lição de humildade do ministro Fux, que merece ser destaca. “Como magistrado, primeiro procuro ver qual é a solução justa. E depois, procuro uma roupagem jurí­dica para essa solução”, escreveu. “O direito vive para o homem, e não o homem para o direito. É preciso dar solução que seja humana.”

É um bálsamo ouvir um ministro do STF defender uma justiça mais humana e não a frieza das leis. E ver que tem membros do MPE que comemora em conseguir ao contrário. Todos nós, indepedente de classe social, temos defeitos e virtudes. Uns mais, outros menos. Mas somos todos iguais perante a justiça, em tese.

http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?id=159342

Comentários

por fernanda pawelec vieira, em 22/02/2011 às 14:09Em primeiro lugar, cumpre que o autor do artigo seja esclarecido de que, ao contrário do por ele dito como verdade universal em seu artigo, a convivência contamina sim!!! estudar um poquinho de sociologia já vai lhe dar uma luz para compreender isso! por exemplo, os agentes penitenciários passam por um processo chamado de prizionização pela convivência com os internos, e assim por diante. Então, antes de escrever artigo como formador de opinião, é bom estudar um pouquinho! Em segundo lugar, também convém estudar português para evitar erros básicos de concordância. Só depois de um pouquinho mais de estudo dá pra levar a sério qualquer tipo de formador de opinião! Mas já que estamos comentando o absurdo ataque ao Ministério Público, me pergunto: por que a revolta com os promotores? teriam eles contrariado algum interesse particular seu? concluo isso por que a generalização me parece um tanto precipitada. Algo contra os membros do MP não aparecerem bêbados pelas ruas? Algo contra cobrar uma conduta exemplar de quem deve fiscalizar a execução de leis?gostaria muito que o Sr. escrevesse algo sobre estes questinamentos, fico ansiosa por saber as respostas e, como observadora de pessoas, entender o que se passa para a criação de tamanha baboseira!

por Júlio César, em 18/02/2011 às 11:09Realmente, além de mal escrito, o artigo é apelativo, populista, contraditório e juridicamente incorreto, etc etc etc Em nenhum momento a Instituição Ministério Público, na figura do Procurador-Geral, manifestou o desejo de instituir algum código de conduta social. Tanto o CNJ quanto o CNMP discutem a necessidade de criar um código de ética, visando preservar a aparência de imparcialidade do Judiciário e Ministério Público, sem que isso afete eventuais hobbies e convívio social. Nepotismo cruzado implica troca de cargos entre agentes de diferentes órgãos. É uma pena que o sítio olhardireto reserve espaço para um articulista de qualidade jornalística tão sofrível. Sinceramente espero que as pessoas mencionadas ingressem na justiça cível e criminal contra o sítio e o jornalista em razão do texto infamante.

por Observador, em 17/02/2011 às 20:15Meu Deus. Como conseguem escrever tanta bobagem em tão poucas linhas, Auro Ida inclusive. É triste. Primeiro, que nunca – repito – nunca se pode generalizar. Em todos os segmentos, profissões, classes, etc, existem pessoas que pensam de um jeito, outras de outro, uns bons, outros nem tanto. Pinçar um debate – ainda que talvez acirrado – entre duas pessoas e dizer que toda a instituição a que pertencem – composta de mais de 200 promotores – pensa da mesma forma de um e de outro é, no mínimo, expor absoluta ignorância do comportamento das pessoas. Seria o mesmo que eu, baseado nas bobagens desse tal de AURO IDA (quem é ele ?) dizer que todos os “articulistas” e jornalistas são, também, ignorantes e estúpidos. AURO IDA , fique sabendo que o “nepotismo cruzado” ocorre quando um órgão contrata o parente de autoridade de outro órgão e esse outro órgão, em troca, contrata parente do primeiro, ou seja, deve haver uma, digamos, troca de parentes contratados. Isso qualquer um que tenha o mínimo de curiosidade sobre o assunto sabe. Enfim: quanta bobagem !

por sergio dantas, em 17/02/2011 às 16:34Auro Ida mais uma vez vai na veia. Como um promotor pode atuar com independência se tem a esposa trabalhando como assessora de quem ele deve fiscalizar? Nada contra esposas de promotores atuarem profissionalmente, mas em cargo de confiança e em órgão jurisdicionado ao marido? Isso é uma vergonha completa. Acho que a moça deve pedir exoneração do cargo ainda hoje. Se não fizer, cabe ao gov fazê-lo de pronto.

por POVO 2, em 17/02/2011 às 16:21Paulo Mattos: eerr, a coluna é justamente sobre o oposto, sobre a discussão no MP em não se misturar com a nata podre. Com o povo em geral, sem problemas.

por pantaneiro, em 17/02/2011 às 15:53Matéria até certo ponto condizente com a realidade brasileira de mendigancia, babaquice e falta de rumo politico. Quando isto acontece, o país vive ^`a mercê desse tipo de gente, em qualquer instamento social. Trata-se de origem, em outras palavras, “bêrço”. Felizmente no MP de nosso Estado são poucos. Convivo harmoniosamente com ´varios membros do Parquet Estadual. Não vejo nenhuma conduta desabonadora com outros segmentos sociais. Ah, este que prometeu dar-lhe uma surra, não merece crédito! Trata-se de uma alma peneda, igualzinho ao magistrado dito justiceiro, moralista, que quer ser prefeito de nossa eterna Capital. O tempo cura tudo. Ele se encarrega de colocar tudo nos trilhos. Dê uma olhada no Oriente Médio, na Ásia, Africa… os pseudo-deuses estão caindo como dominós.

por Paulo Mattos, em 17/02/2011 às 15:38Concordo com o jornalista Auro Ida. Os ocupantes do poder, em qualquer esfera, e o Ministério Público não é dissonante, sentem-se demasiadamente poderoisos e intocáveis para conviverem com as camadas mais baixa da população. O Código de Conduta dessa gente é estar sempre acompanhado pela nata da sociedade, ainda que alguns de seus integrantes não mereçam o respeito e a admiração do ser humano normal e cioso de seus deveres e obrigações. Eles podem confraternizarem-se mutuamente, desde que com pessoas relevantes, ou assim consideradas, mas não se dão ao trabalho de sentir de perto os anseios e as necessidades da população, até porque o populacho é ignorante, mal educado e não sabe conviver com essas pessoas de alto grau de instrução e comprovada respeitabilidade. Acreditam que os palácios e suntuosos gabinetes refrigerados não condizem com a plebe ignara. A plebe ignara não usa ternos caríssimos, não se locomove em veículos importados, não se alimenta em restaurantes chiquíssimos, não frequenta as colunas sociais, enfim, não podem se relacionar com os senhores letrados e que se encontram no mais alto patamar da pirâmide social. Esses homens ilustres tem necessidade de se imporem um Código de Conduta que, na essência, visa separá-los da esmagadora maioria da sociedade, porque esta não possui os atributos necessários para sequer ser amigo de um Promotor de Justiça. E esses mesmos senhores não podem misturar-se com o cidadão comum, talvez pelo fato deste transmitir algum tipo de doença infecciosa, como por exemplo, o clamor por Justiça, liberdade e igualdade entre os homens.

por attilio ourives, em 17/02/2011 às 14:36Coutinho: Pelo que entendi, é opinião de dois promotores e não da classe. É matéria do Conselho superior do Ministerio Público que dificilmente irá aprovar. O que ocorre é que o Promotor tem que estar junto e ao lado do povo, por dever constitucional….

por ELIAS BERNARDO, em 17/02/2011 às 14:08Artigo simplesmente Maravilhoso !!! Realmente, e infelizmente, ainda existem uns promotorezinhos públicos que não se acham semi deus, se acham como verdadeiro DEUS! para mim, promotores públicos desse tipo são uns babacas!

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