E VOCÊ? TROUXA, PAGANDO CARO NO POSTO

Máfia dos combustíveis

Empresa que transporta combustível

3 mil caminhões

Ainda não captou?

Tá mais perdido que cebola em salada de frutas? 

Nós é que pagamos, a cada litro de combustível. 

Queríamos ver um juiz com colhões para

cassar a candidatura milionária

Coligação pede a cassação das candidaturas

de Pedro Taques e Adriana Vandoni

por compra de votos

Publicado Quinta-Feira, 18 de Setembro de 2014, às 13:28 | CenárioMT

compradevotos

A coligação “Amor a Nossa Gente” pedirá à Justiça a cassação dos registros das candidaturas do senador Pedro Taques e da socialite Adriana Vandoni, que disputam, respectivamente, o governo de Mato Grosso e uma vaga de deputada estadual pelo PDT. O pedido terá como fundamento os crimes de abuso de poder econômico e compra de votos mediante distribuição de comida, bebida e combustível para eleitores no Distrito Industrial, em Cuiabá, na noite dessa quarta-feira (17).

O flagrante dos crimes foi feito por assessores jurídicos da coligação Amor a Nossa Gente e um oficial de Justiça durante cumprimento de mandado de busca e apreensão pra retirar propaganda irregular em um dos postos de combustível do empresário Aldo Locatteli, um dos principais apoiadores das candidaturas de Taques e Vandoni.

Durante busca e apreensão para retirar adesivos em caminhões e na estrutura do posto Aldo Locatteli, que funcionava como um verdadeiro comitê clandestino de Taques, o que é proibido por se tratar de bem de uso comum, foi flagrada a distribuição de comida, bebida, combustível, adesivos, placas e banners para os presentes no pátio do posto. Na ocasião, o próprio empresário teve que retirar os adesivos dos caminhões e do posto.

Algumas pessoas que participavam do evento com mais de 200 presentes confirmaram sem se identificar que a distribuição de bebida, comida, combustível e material de campanha era comum nas noites de quartas-feiras, o que convencionou-se chamar entre os funcionários de Aldo Locatteli como “quarta-feira pobre”.

“Em mais de 20 anos que atuo no Direito Eleitoral, me surpreendi com a dimensão e a diversidade do elevado grau de abusividade, ferindo de morte a legislação, pois tudo isso envolve compra de votos e abuso econômico, trazendo as pessoas nas quartas-feiras ao longo do processo eleitoral para fazer essa doação de comida, bebida e combustível em troca de voto”, afirma José Patrocínio, coordenador jurídico da coligação Amor a Nossa Gente, que tem o médico da rede pública Lúdio Cabral (PT) como candidato a governador.

“A própria exploração da marca comercial dos postos de combustível, utilizando uma frota de mais de 3 mil caminhões que transportam combustível propagando a candidatura do senador Pedro Taques, representa uma verdadeira afronta aos princípios da moralidade e igualdade, desequilibrando o pleito eleitoral”, completa José Patrocínio.

O pedido de cassação de registro será feito nos próximos dias diante da complexidade do assunto. O crime de compra de votos se verifica com a distribuição de benefícios a eleitores, punível com multa de 1 mil a 50 mil UFIR (Unidade Fiscal de Referência) e a cassação do registro ou diploma.

Já o abuso de poder econômico ocorreu com o uso do posto de combustível como comitê clandestino, além da divulgação de placas e adesivos na frota da empresa, que, segundo Aldo Locatelli, chega a mais de 3 mil caminhões que circulam em todo o Estado.

A coligação decidiu recorrer à Justiça em nome da verdade e para restaurar a igualdade de condições entre os candidatos a governador de Mato Grosso. Toda a busca e apreensão foi filmada e fotografada e já está em mãos da Justiça Eleitoral.

A assessoria de imprensa do TRE, por sua vez, informou que não foi realizado qualquer tipo de apreensão de tickets de combustível ou identificação de crime eleitoral no posto. Esclarece que a única coisa feita pelo oficial de Justiça foi a retirada de adesivos de 30 caminhões que estavam com erros técnicos, como falta do CNPJ da coligação Coragem e Atitude pra Mudar.

Já os assessores jurídicos de Pedro Taques informaram que a ação ainda não foi protocolada na Justiça Eleitoral e que vão aguardá-la para se pronunciarem oficialmente. Adiantam, no entanto, que as fotos divulgadas pelo grupo de Lúdio demonstram que houve armação. “Não podemos comentar boatos”, diz um dos advogados. (Com Assessoria)

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