CASO COOPERLUCAS

UM DOS PROCESSOS JUDICIAIS MAIS FAMOSOS DE LUCAS DO RIO VERDE, O CASO COOPERLUCAS TERMINA COM PRISÕES. EM ALGUMAS POSTAGENS VAMOS ENTENDER, OU NÃO, AS DECISÕES JUDICIAIS.

Quarta, 30 de maio de 2012, 14h12

JUSTICAFEDERAL

Juiz federal condena sete envolvidos no esquema

Entre os acusados estão o irmão do deputado federal Carlos Bezerra, Paulo Gomes Bezerra, e ex-direitor da cooperativa, o advogado Pedro Pereira

Penas variam de cinco a 19 anos de prisão; os réus podem recorrer da sentença

LAICE SOUZA

DA REDAÇÃO

O juiz federal Fábio Fiorenza, de Cuiabá, condenou oito pessoas envolvidas no esquema que ficou conhecido como “Caso Cooperlucas”, em referência à Cooperativa Agrícola de Lucas do Rio Verde. Eles foram condenados por crimes contra o sistema financeiro nacional e estelionato.

As penas variam de 5 a 19 anos de prisão. A sentença foi proferida no dia 18 de maio.

Entre os condenados estão o ex-diretor da companhia, o advogado Pedro Pereira de Souza, e o empresário Paulo Roberto Gomes Bezerra, que é irmão do deputado federal Carlos Bezerra (PMDB). Eles deverão cumprir pena de cinco anos e oito meses de reclusão.

Também foram condenados Ilvo Vendrúsculo, Antônio Fagundes de Oliveira, José Nakiri, Jocci Piccini e Carlinhos José Ceratti, que era o gerente do Banco do Brasil no município.

Entre os condenados estão funcionários do Banco do Brasil e ex-integrantes da cooperativa.

Também havia indícios de envolvimento no esquema os irmãos Otaviano Pivetta e Adriano Pivetta. Contudo, no caso deles, o processo foi prescrito.

Esquema

O esquema consistia em fraude e extravio na armazenagem de grãos da cooperativa, em Lucas do Rio Verde, que era fiel depositário da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Os envolvidos teriam realizado operações de financiamento agrícolas pelo Branco do Brasil e os grãos, que deveriam ser entregues à União, para amortização da dívida contraída junto ao banco, teriam sido desviados.

Conforme a decisão da Justiça Federal, os réus terão de devolver aos cofres públicos o valor que teria sido desviado do Banco do Brasil: R$ 230 milhões.

Processos

O caso originou quatro processos em tramitação na Justiça Federal. Este é o segundo processo com decisão terminativa. A primeira sentença foi dada em 2010, após oito anos de recebida a denúncia (2002).

O juiz Julier Sebastião da Silva sentenciou em desfavor dos diretores da cooperativa e também contra funcionários do Banco do Brasil do município.

Na condenação proferida por Julier, as penas variaram entre 4 e 19 anos de reclusão, além do decreto de perdimento de bens no valor de R$ 230 milhões. Todos os condenados nesse processo recorreram da decisão.

Confira as condenações:

Ilvo Vendrúsculo – 19 anos e 8 meses de reclusão e 400 dias-multa

Antônio Fagundes de Oliveira – 19 anos e 8 meses de reclusão e 400 dias-multa

José Nakiri –19 anos e 8 meses de reclusão e 400 dias-multa

Joci Piccini – 19 anos e 8 meses de reclusão e 400 dias-multa

Carlinho José Ceratti – 17 anos e 6 meses de reclusão e 332 dias-multa

Pedro Pereira de Souza – 5 anos e 8 meses de reclusão e 120 dias-multa

Paulo Rorberto Gomes Bezerra – 5 anos e 8 meses de reclusão e 120 dias-multa

O juiz também decretou o perdimento dos bens dos acusados, que tenham sido adquiridos entre os anos de 1994 e 2000.

http://midiajur.com.br/conteudo.php?sid=232&cid=3927

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